BIO

Silvio Mansani, radicado em Santa Catarina desde 1994, nasceu na cidade de Santa Mariana, norte do Paraná, em 1976. Iniciou seus estudos musicais por volta dos 10 anos, dedicando-se ao violão clássico até os 18, quando se enveredou de vez para a música popular. Suas primeiras canções foram compostas ainda na adolescência, influenciado pelo gosto musical dos pais, amantes da música popular brasileira. Adoniram Barbosa, João Gilberto, Milton Nascimento, Paulinho da Viola, Elis Regina e Chico Buarque, são alguns dos primeiros artistas que aprendeu a gostar e ter como parâmetro para suas criações.

Em 2000, em sua primeira aparição pública como cantor e compositor, Silvio Mansani venceu o I Festival de música do SESC-SC, com a música “Bom tempo”, em parceria com o guitarrista Leonardo Garcia. Em 2001, estimulado pelo início promissor, obtém patrocínio da Fundação Catarinense de Cultura e lança o seu primeiro CD, o independente “Minérios combustíveis da alegria”.

No ano seguinte, em 2002, volta a vencer o III Festival de música do SESC, com a música “Por entre os dedos, desta vez em parceria com o pianista Luiz Gustavo Zago. A partir daí prossegue levando sua música às principais cidades de Santa Catarina e inicia, ao lado do compositor Emílio Pagotto, o projeto “Música independente para crianças inteligentes”, que resulta posteriormente no cd infantil “No dorso dos rinoceronte”, gravado em 2007.

Educador musical formado pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Silvio Mansani desenvolveu a “Oficina da canção”, baseada em suas pesquisas sobre o processo criação musical.

Atualmente, como assessor do SESC-SC, coordena o projeto “Motivo”, voltado à formação de compositores de canção popular, que já circulou por 10 cidades catarinenses. Ainda em 2010, integrou a comissão de seleção do programa “Petrobras Cultural”, na categoria shows e concertos e gravou o segundo cd solo da carreira, intitulado “Boa Pessoa”. Em 2011, está lançando o EP digital “Outras pessoas”, acompanhado do Quinteto de Cordas Catarinense, do pianista Luiz Gustavo Zago - Participação Especial de Chico Saraiva e Daniel Murray - e com Arranjos e Produção de André Mehmari.

Cd’s anteriores

Minérios Combustíveis da Alegria

Lançamento inaugural do selo de gravação BELUGA DISCOS, o primeiro cd de Silvio Mansani foi gravado no primeiro semestre de 2001, no estúdio “The Magic Place”, em Florianópolis, com os recursos do “Edital de Apoio a Artistas Catarinenses”, promovido em 2000 pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC). Participação dos músicos Luiz Gustavo Zago (piano), Leonardo Garcia (violão e guitarra), Carlos Ribeiro Jr. (contrabaixo), Rodrigo Paiva (bateria), Ricardo Fujii (teclado) e Cristaldo Souza (acordeón).

Entre as canções, destaque para “Bom tempo”, ganhadora do I Festival de música do SESC-SC e “Porquês”, que sutilmente poetiza as expectativas humanas diante da simbólica passagem do século: “Sabe porque me apresso no fim do milênio / Não que esteja almejando algum primeiro prêmio / em nada eu seja gênio”.

Ficha Técnica

Produção Executiva: Renato Pimentel.
Produção Artística: Silvio Mansani.
Gravado, Mixado e Masterizado no estúdio The Magic Place (Florianópolis) por Renato Pimentel, em 2001.
Patrocínio: Fundação Catarinense de Cultura (FCC).
Selo: BELUGA DISCOS.

“No Dorso do Rinoceronte” - Música Independente para Crianças Inteligentes

Os compositores Emilio Pagotto e Silvio Mansani se debruçaram sobre o universo infantil e lançam O CD “No dorso do Rinoceronte - Música inteligente para crianças independentes”. Voltado para o público infantil e um refresco para os ouvidos de pais atentos, o CD explora diversas linguagens musicais, passeando pelo baião, pelo samba, pelo jazz, pela marchinha, criando uma atmosfera sobretudo lúdica, sem deixar de lidar com temas mais introspectivos, como a tristeza.

Procura fugir, assim, do didatismo fácil da “da boa mensagem”, sem cair em fórmulas simplistas e estereotipadas, preferindo os caminhos surpreendentes da música popular.

Participações Especiais de: Brasil Papaya, Samambaia Sound Club, Cravo da Terra, Félixfônica, Grupo Andara e os cantores Eduardo Hansch, Luiz Canela, Isabela Soares, Elizah e Lilian, além dos percussionistas UBrother e Rodrigo Paiva.

Além das canções, o CD contém uma faixa interativa para computador com dois clipes animados pelos artistas Gabriela Dreher e Luiz Porta, para as músicas “A lenda do brilho da lua” e “Super-repolho”.

Ficha Técnica

Produção Executiva: Silvio Mansani Produção Artística: Emílio Pagotto e Silvio Mansani Gravado, Mixado e Masterizado no estúdio The Magic Place (Florianópolis) entre Fevereiro e Agosto de 2007, por Renato Pimentel. Auxiliar técnico de gravação: Rodrigo “Doug” Herdt. Patrocínio: Fundação Sol da Terra, via Lei de Incentivo Fiscal de Santa Catarina (FUNCULTURAL). Selo: BELUGA DISCOS.

Boa Pessoa

Após a parceria com o compositor Emílio Pagotto no cd infantil “No Dorso do Rinoceronte” (Beluga/Tratore, 2007), Silvio Mansani volta a dialogar com o público adulto em “Boa Pessoa” (Beluga/Tratore, 2010) segundo cd solo de sua carreira, iniciada com “Minérios Combustíveis da Alegria” (Beluga/Tratore, 2001).

No repertório, canções autorais e parcerias com André Mehmari, Chico Saraiva, Luiz Gustavo Zago e Rafael Calegari, que também participaram das gravações e colaboraram na produção do disco. Além deles, o disco ainda conta com outros convidados especiais: Ari Colares (percussão), Ive Luna (voz), Daniel Murray (violão), Toninho Ferragutti (acordeon), entre outros grandes músicos de Florianópolis, Santa Catarina.

O resultado é uma boa amostra do que o artista tem produzido através dos anos, fruto de uma busca constante por canções que transcendam o mero entretenimento para ocupar o lugar de produção poética - um eu que expressa suas dores e seu êxtase diante do mundo sempre surpreendente. É a esta direção impressa na música popular brasileira que o compositor se filia.

Silvio Mansani fala sobre o cd

A verdade é que demorei a me decidir pelo título do cd. Inicialmente, tinha claro pra mim que ele se chamaria “Pés de brisa”, que é o título de uma canção que por motivos alheios acabei não gravando. A segunda e terceira opções foram, respectivamente, “Boa Pessoa” e “Vivo”, ambas igualmente nomes de canções. Esta última foi logo descartada, pois poderia passar a idéia errada de que se tratava de um disco gravado ao vivo.

“Boa Pessoa”, no entanto, foi ganhando a minha simpatia, pelas conotações, pela sonoridade, por me lembrar “Som da Pessoa”, de Gilberto Gil (“toda pessoa boa soa bem”), mas sobretudo quando me dei conta da curiosa carga poética da canção, que fricciona os aparentemente antagônicos “orgulho” e “modéstia”, para almejar o sentimento sublime da gratidão.

Foi aí que entendi o real significado do título “Boa Pessoa” para o meu segundo disco solo, gravado praticamente a dez anos depois do primeiro. Lembro-me de ter pensado em algum momento, com uma certa dose de angústia, se algum dia encontraria os parceiros certos para aventura da composição musical.

Essa inquietação ingênua se justificava pela solidão que sentia naquela época, debatendo-me com as cordas do violão em busca das primeiras canções. Nesse tempo eu ainda morava numa das últimas pequenas cidades paranaenses a que o emprego de bancário do meu pai nos arrastou. Hoje, diante deste novo trabalho, satisfeito com sua dose de maturidade possível para o momento e consciente da amplitude do trabalho coletivo, que abrange todas as etapas técnicas da produção de um cd, além das puramente musicais, deixo-me embriagar de um gostoso sentimento de gratidão.

Por isso mesmo, não poderia deixar de dedicar este trabalho a todas as boas pessoas que têm dividido comigo as delícias e agruras do fazer artístico. Olhando a capa do cd, é quase inevitável não relacionar o título, “Boa Pessoa”, ao artista, “Silvio Mansani”. Essa conotação é a primeira disponível, pra não dizer a única, dada a força sintática que une substantivo e adjetivo.

Mas é preciso dizer que se trata de um engano, uma vez que a letra da música da qual se tirou o título aponta para um terceiro que não o autor do álbum. Não que o mesmo, enquanto pessoa, “modéstia a parte, não mereça” o elogio - parodiando a letra da música - mas isso já é uma questão de ponto de vista.

Silvio Mansani, Fevereiro de 2011



Ficha Técnica

Produzido por Silvio Mansani (exceto faixa 9 por André Mehmari) Co-produzido por André Mehmari (faixa 5), Chico Saraiva (faixas 2 e 6) e Luiz Gustavo Zago (faixas 1, 3, 4, 7, 8 e 10).

Gravado e Mixado nos estúdios The Magic Place (Florianópolis/SC) entre Novembro de 2009 e Julho de 2010 por Renato Pimentel. Auxiliar técnico de gravação: Rodrigo “Doug” Herd

* Exceto: faixa 9, gravada e mixada no Estúdio Monteverdi – São Paulo/SP – por André Mehmari, faixa 2 (violão, acordeon e percussão), faixa 6 (violões e percussão), faixa 7 (acordeon) gravados no estúdio Arsis (São Paulo/SP) por Adonias Souza JR.
Selo: BELUGA DISCOS.

Arte gráfica: Morgana Tesman e Silvio Mansani
Desenhos: Roberto Gorgati


FOTOS POR ANTONIO ROSSA

LETRAS

1 - Samba de Revés
(Luiz Gustavo Zago & Silvio Mansani)

Eu errei tanto
Tanto que nem sei
Quanto afinal
Até quando contei
Fui somar
E na aritmética errei

Errei muito
Muito, muito mais
Cada questão
Vidas meditei
Escolhi
Uma alternativa
E errei

Eu errei tanto
Tanto que nem sei
Não foi por mal
Até quando lutei
Minha esquiva
Meus golpes todos errei

Errei tudo
Tudo o que tentei
Foi por um triz
Séculos mirei
Foi em vão
Toda tentativa
Eu sei

E o seu perdão, dúzias
Tanto quanto o necessário
Vi você considerar
E enfim me conceder
Talvez porque uma das mil
Desgovernadas setas
No seu desvio de meta
Sem querer acertou você

Piano e arranjo: Luiz Gustavo Zago
Contrabaixo acústico: Carlos Ribeiro Jr.
Bateria: Rodrigo Paiva
Violão e voz: Silvio Mansani
(BR-THP-10-00057-DIRETO)

 

 

2 - Vendedor de lágrimas
(Chico Saraiva & Silvio Mansani)

Lágrima
Fenômeno estranho
Na cara dá um banho
É um rio a correr

Lágrima
Muito interessante
É um lubrificante
Eu te mostro, quer ver?

Lágrima
Em balde, garrafa
Da mais fina safra
É só escolher

Lágrima
Sou representante
Mil gotas num instante
É só me dizer
Lágrima
Pra moça dengosa
Pro cravo e pra rosa
Também pra você

Lágrima
Pra cena do ator
Pro vaivém do amor
Começa a escorrer

Lágrima
Também pra magia
É uma especiaria
Pra bruxos gourmet

Lágrima
Um precioso ungüento
Pra todo tormento
Quanto vai querer?

Eu perco a fala, a garganta entala
A retina embaça e precipita a graça
Passa pela pálpebra, por entre os cílios
E depois transborda, escorre pela borda
Vai fazendo um trilho, dá pra ver o brilho

Violão e arranjo: Chico Saraiva
Acordeon: Toninho Ferragutti
Percussão: Ari Colares
Vozes: Ive Luna e Silvio Mansani
(BR-THP-10-00065-DIRETO)

 

 

3 - Boa pessoa
(Silvio Mansani)

Não sou de feitos cavalheiro ou rei
Regularmente não pratico esporte
Pouco sabido meu gênio é de morte
Minha virtude não daria um frei

Não corri mundo minha vila andei
Não acho nada é que eu não tenho sorte
Mas, que alegria, agora, passaporte
Pra das mais belas diversões, ganhei

Boa pessoa e que me tem apreço
Tem frequentado mais meu endereço
Gente finíssima, pouco adereço
Modéstia à parte penso que mereço

Piano e arranjo: Luiz Gustavo Zago
Contrabaixo elétrico: Rafael Calegari
Bateria: Rodrigo Paiva
Clarinete: Marco Lorenzo
Violão e voz: Silvio Mansani
(BR-THP-10-00059-DIRETO)

 

 

4 - Os espertinhos
(Silvio Mansani)

Pede que eu me arrume
Banhinho e perfume
Vou correndo, é que quando ela adentra
O ambiente se abrilhanta com seu lume

Recomenda aprumo
Diz que hoje eu não durmo
Algo belo e muito bom me agrega
Os meus sentidos entorpecem, perco o rumo

Hoje não tem treta
Ninguém que se meta
Só nós dois juntinhos
Por esses instantes me roda-gigante
A cuca em carrossel de cavalinhos

Hoje não tem drama
A gente se ama
Somos dois patinhos
Juntos na lagoa
Eita! como é boa
Essa parte de nós: dois espertinhos

Contrabaixo acústico: Carlos Ribeiro Jr.
Bateria: Rodrigo Paiva
Piano rhodes e arranjo: Luiz Gustavo Zago
Trombone: Marco Aurélio
Flugel horn: Jean Carlos
Violão e voz: Silvio Mansani
(BR-THP-10-00040-DIRETO)

 

 

5 - Na capela
(Silvio Mansani)

O menino, que é ladino
Fez de tudo, ficou mudo
Mas a rosa, tão sestrosa
De vaidosa, não deu prosa

Bate o sino, pequenino
E a menina, imagina
Na capela, toda bela
Vida sela, ele e ela

O menino, que é ladino
Vê a menina, desatina
Tem um branco, dá um tranco
No barranco, fica manco

No caminho, seu vizinho
Vendo a cena, sente pena
Mas com siso, dá o aviso:
"É preciso mais juízo"

A menina, imagina
Apavora, logo chora
De repente, do acidente
Sem um dente, bem na frente

O menino que é ladino
Meio torto, quase morto
Ela abraça, diz que passa
"Não tem graça, é trapaça"

O menino, tão ladino
Que fez tudo, ficou mudo
E a rosa, tão sestrosa
De vaidosa, não deu prosa

Seu vizinho, no caminho
Diz: "tá louco, foi por pouco"
Esconjura: "mas tem cura"
"Com ternura e atadura

Bate o sino, pequenino
E a menina, imagina
Na capela, toda bela
Vida sela, ele e ela

Piano e arranjo: André Mehmari
Voz: Silvio Mansani
(BR-THP-10-00061-DIRETO)

 

 

6 - Amor Sorrateiro
(Chico Saraiva & Silvio Mansani)

Tirou o amor do seu peito
E jogou no quintal
Julgou um mês depois ter feito mal
Revirou cidade, zona rural
Pensou: "fugiu pra capital"
Lá não o encontrou pedindo esmola na catedral
Botou anúncio no jornal
Nada feito
Não encontrou o amor do seu peito

Não sacou que o amor do seu peito expulso
Logo voltara sorrateiro
Estivera consigo o tempo inteiro
Amor sorrateiro

Violões e arranjo: Chico Saraiva e Daniel Murray
Percussão: Ari Colares
Voz: Silvio Mansani
(BR-THP-10-00062-DIRETO)

 

 

7 - Valsa para o fim do mundo
(Rafael Calegari & Silvio Mansani)

Vem, valsa meu bem
Por que os bons no final sempre dançam
Vem, abre os teus braços e me abraça

Vem, valsa meu bem
Porque tontos a gente balança
Vem, ouve os clarins da banda anunciando a valsa

Antes que tudo desabe sobre todos nós
Antes que a terra se parta e falte o chão
Valsa, meu bem, sua mão

Enquanto a vida embaraça nessa confusão
Enquanto o mundo se acaba, uma explosão
Milhões de cores e sons

Vem, valsa meu bem
Dá-me a honra da última dança
Vem, pelo salão com sua graça

Vem, anda meu bem
Pois o mal por aí não descansa
Vê sua fumaça já na praça e tome valsa

Piano e arranjo: Luiz Gustavo Zago
Acordeon: Toninho Ferragutti
Voz: Silvio Mansani
(BR-THP-10-00063-DIRETO)

 

 

8 - Disse-disse
(Silvio Mansani)

Era noite, chuvosa e escura
Assustado despertei, quanta tortura
Ela ao meu lado me salvou com sua caneta
Guarda em papel, lembrou, dizendo, caso esqueça
Fui anotando meu baião com tinta preta
Sons e palavras zabumbando na cabeça

Deixa disso, deixa disso, pelo amor do Padi Ciço
Chega, eu grito, de conflito, mas será o Benedito

Madrugada, relampejava
Trovoada, acordei, febre queimava
Ela ao meu lado, cafuné na minha nuca
Única fã, platéia atenta que me escuta
Na bagunçada das idéias, minha cuca
Sons e palavras pipocavam, que labuta!

É tanto disse-me-disse
Que coisa feia, é o que eu disse
Tanta disputa ninguém quer ficar de vice
É um tal de olho por olho
Que eu faço vez de repolho
Asas encolho, cuidadoso me recolho

Contrabaixo elétrico: Rafael Calegari
Bateria: Rodrigo Paiva
Clarinete: Marco Lorenzo
Arranjo: Luis Gustavo Zago
Violão e voz: Silvio Mansani
(BR-THP-10-00060-DIRETO)

 

 

9 - Valsa blue
(André Mehmari & Silvio Mansani)

Às vezes um nó prende na garganta sua voz
E você se sente na foz, eu sei
Olha para trás e ao redor mais guerra que paz
As notícias berram demais, e então

Antes de prosseguir a luta
Saiba que a disputa
Fere mesmo o derradeiro tolo que ri

Você pode agredir, mas pensa
Que qualquer ofensa
É só um pobre e feio meio de reagir

Todos têm sua cruz, suas horas de treva e de luz
Águia lá no céu, avestruz, é assim
Vindo algum revés, para um pouco, conta até dez
Pra manter o chão sob os pés e enfim (e até o fim)

Antes de revidar, pergunta
Se a dor é muita
Que trancada no seu peito não vá sumir

E se der pra ficar na boa
Se puder perdoa
Do desastre de hoje um dia se há de sorrir

Piano, violino, guitarra, bateria, contrabaixo elétrico, sintetizador, samplers,
Piano de brinquedo e arranjo: André Mehmari
Voz: Silvio Mansani
(BR-THP-10-00064-DIRETO)

 

 

10 - Vivo
(Silvio Mansani)

É pessoal, intransferível
O afeto que eu tenho
É de um tamanho incrível
Um tanto quão intransitivo
Sob o monte ausência
Permanece vivo
Vivo, permanece vivo

Fundamental, é um bem durável
O teto em que repousa
É bastante estável
E digo mais, não cede a viga
Sob o que pressiona
Frente ao que periga

Sobrevive no deserto
Desse não por perto
Na bastante ausência
Da tua presença
Sobrevive na tormenta
Sei lá como aguenta
Gotas de vazio
Desabando aos rios
Vivo, permanece vivo

Piano, órgão e arranjo: Luiz Gustavo Zago
Bateria: Rodrigo Paiva
Violão e voz: Silvio Mansani
(BR-THP-10-00058-DIRETO)

CONTATO